Estatísticas Privadas

Se eu subjugasse minha dor ao tempo dos outros

O quanto eu me veria por eles... o quanto eu viveria por eles...

A dor seria amenizada, repartida ou escravizada a novos quereres sadistas

Eu não me importaria de repartir

Mas eu sei que eles só gostam de olhar

Se o sangue não for branco atrevessem a ignorar como se fosse inútil

Nenhuma dor que não recompense merece ser curada

Eu podia falar da solidão que brinca de dardos

Num alvo cheio de nervos no meu metafórico ponto de maior essência...

E vira apatia... imaginar alguém se importar... com tudo em mim...

E cria-se outro igual a eles...

Que não se importa se está sangrando ou correndo de monstros

Talvez sirva pra entreter plateias privadas

Ignora-se a subsistência emocional...

Afinal ninguém tem ego, somente subconsciente e instinto...

Morrer pela compulsão menos atrativa ao estético

Pela ansiedade mais isoladora

Talvez ser subjugado seja bom pra carência

Mas não pra dinâmica de bons afetos


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