Agressões Tendenciosas

 A perna com a dor de sempre

Os músculos tensionados pelo trauma

 Eram vagas lembranças de uma intensa agressão

E você? Você nunca me bateu no rosto

Mesmo intimo do meu corpo

Mesmo afundado e conhecendo todas minhas falhas

Mesmo com raiva e receoso de prover carinho...

Optando por aquilo que não deixa o povo ver...

Tirando felicidades, achando que não machucava...

Pensando nas lagrimas que são cicatrizes piores 

que uma mancha de sangue de um corte bem feito...

A cada dezena de lagrimas

Se esvazia o momento que amei, que fui feliz por frágeis instantes 

E depois pequenas mortes necrosavam meu corpo e não voltava a cicatrizar ou a viver...

Eu seria inútil e problemático sem as constantes 

Andava morto pelas ruas com a palavra dor cravada no corpo 

E cheio de significados práticos e insistentes

Você se orgulha por não me bater no rosto?

Você se orgulha de me ver moribundo ou não percebe?

Confortável

 Confortável abraço seu

Não consola a dor 

Que ainda insiste

Tristes olhos, insisto...

Esquecer...

Verdade...

Insistir... Desistir...

Não olhar...

Quente abraço encontrar... 

A dor de amar sem saber...

Lagrimas num corpo só

Nostalgia... Falsas verdades...

Negava amores 

Comtemplava dores 

Negar o sol

Com você dentro de mim

Ainda machuca, mesmo longe de ti...

Nostalgias Aflitas

Torturas que me faziam feliz 

Eu sabia que não haveria uma segunda vez 

As lagrimas matariam as saudades do meu rosto 

Falecer salgado nos meus lábios 

Entreter tantas dores guardadas  

Que esperavam serem relembradas 

Para apertar minha alma em desgosto 

Eu não conseguia sangrar 

Eu não conseguia morder fora 

As angustias acentuadas 

Eu conseguia ressoar as cancões desafinadas 

Que juntas amargavam boas lembranças  

Foi inútil escrever isso. 


 


 

Inserções Tendenciosas

Num tumulto sem previsão  

Eu queria ser previsto 

Como o salvador de pertubações eólicas  

Mas eu era capacho de pés rochosos  

Eu era o cadarço de dupla camada  

De cetim velho e manchado 

Eu era demolições invalidas feitas 

Pra chamar a atenção obvia

De um desesperado carmim 

Desprezo Mimado

Você me via falhar tantas vezes  

Isso é suficiente para desistir? 

Para descrever fracasso aos seus olhos? 

Eu queria felicidade e aptidões  

Eu desejo habilidades em labores inúteis  

Só pra você me enxergar util 

Sobre uma luz meritocrática e hipócrita 

O peso não sou eu... 

Eu ainda me sustento  

Eu transpiro de esforço  

Subsisto sozinho sem tesão 

Eu queria poder sonhar  

Verificar seus sonhos aos meus patamares 

Poder dar utilidade ao meu coração  

Nessa era sem libido 

Eu podia rosquear seus panos sujos 

Mas você não lavaria 


 

Quedas Necessárias

Nunca me senti tao fraco  

Tao incapaz e inabilitado 

Para as mais ludibriosas emoções  

Nunca implorei tanto um carinho  

Nunca exigi tanto o básico dos outros 

Desmoronar as vezes parece mais fácil 

Mas eu queria desmoronar no vazio e não sentir tanta falta 

Talvez eu também usasse você 

Sem folgas e reservas  

Talvez eu tumultuasse suas ideias fixas 

Eu só quero me proteger do possível ruim 

E me expor ao suave calor que quer me aquecer 


Angústias Descuidadas

Desejo a morte  

Como resultado de todos os motivos 

Possíveis ações que machucam 

Que me doem 

Eu desejo que a faca 

Lisonjeira não afiada  

Faca transborde carmim! 

Com seu corte mais sujo e descuidado. 

Desejo as maldições que a mim lançadas  

Sejam proferidas 

Com mais eloquência  

E oficializada por alguma entidade 

E ela sinta que eu já não mereça ser tão praguejado  

Eu confiei que o sangrar constante me mataria  

Mas não me sinto falecer aos poucos  

Não presinto conforto no leito prodigo 

Só me vejo chorando ansiedades angustiantes.