flagelos e sangue no fim do sol
Govaldo rodeava as ruas que já tinha-lhe ciência afim de escapar do possivel inevitavel, e perseguiam-o com vemência e ardor , e ele ferido de outras fases da vida , não supera-lhe a coragem que sempre tinha-lhe consigo e permitiu-se cair com consciência ao chão que não havia-lhe percebido ingreme e cortante-lhe a alma, e nas poucas horas o tempo lhe fora cruel com sua força de mudança e nunca se pôde ser infeliz , diante de outros que não fossem seus ratos a comerem, no natural das coisas , seus olhos que molhados de lágrimas fétidas se detinham de ver qualquer coisa que não fosse sofrimentos; e seus sentidos ainda não levados a loucura ou insanidade o fez ouvir, ao longe passos ligeiros e rispidos com uma violência que demonstrava desejos de morte tão confiantes os passos ao caminho em que pudessem encontrar-lhe Govaldo penoso, e na dor de sempre apareceu Marcos, na sua evidente exaustão, sofrendo de seus, sentindo o demonstrar amor por quem devia de ter outros sentimentos que não fossem aqueles de boa vontade ou amor ao prôximo, mas mesmo seus passos querendo demonstrar desejos de morte sua face enternecia uma paz ao ver respirar que mais lhe amava na vida em segredo e lágrimas sem motivos e de pouco sal resolveram-lhe cair sobre a cara que tentava resistir nos desejos de morte
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