Esvaziamento Apático

 



O tempo insistia e repetia 


Padrões múltiplos das minhas incertezas 


E a unica garantia de segurança era deter os sonhos mais inseguros


Que mal se mantinham na subsistência dos meus fracassos


A inconstância dos ataques 


O corte limpo e perpendicular 


Me iludia pensando que tudo isso 


Eram agressões sem sentido


Que o destino era falacia 


E o inevitável era só aleatoriedade contextual


As exigências mudaram


Agora era mais físico


O cru era sincero demais 


O suicídio se via com bons olhos 


Depois das objetivas justificativas 


De que tudo era exagero 


Sobreviver disso não valia a pena


O tempo não resoluto 


Não se comovia com lagrimas 


Com o cansaço ambíguo


Com a existência que se definha voluntariamente


O que eu poderia evitar além do consumo antecipado de urgências


Eu poderia ser singelo e meigo. 


Descompensado e tendencioso por dentro


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