Eu esquecia que você abria suas fendas em mim
Eu criava ilusões temporárias Para não vomitar ao ver as feridas abertas
O sadismo com o que você as olhava de longe
Não precisa gotejar carmim
Você se contentava em ver a dor nos meus olhos
Pra você se degustar do sal do mar das minhas lágrimas
Seu orgasmo antecipado
Sua insaciável possessividade
Eu não era seu
Eu era o mártir das suas decepções
Aquilo que você não tinha
Você via em mim a cobrança da falta
Eu não me lembrava de viver o suficiente
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